Oi vou fala um pouco de um bicho que para mim tinha que ser simpolo do Brasil que e a Harpia la vai
Na natureza, a Harpia harpyja é a imponente ave de rapina da América do Sul. É uma das mais raras espécies de aves da fauna latino-americana.
Para os povos indígenas da região amazônica, a harpia é a "mãe de todos os pássaros", reverenciada como o espírito mais intrépido das florestas.
Bico e garras da harpia
Todas as aves da família Accipitridae, à qual as harpias pertencem, têm o bico robusto e desenhado para rasgar a carne de suas presas. O das harpias é o mais forte de todos. Suas garras podem medir até 7 cm - e são maiores que as de um urso pardo norte-americano.
Com essas garras, aliadas à sua força, essa ave é capaz de arrancar um bicho-preguiça, o Bradypus tridactylus de uma árvore, sem interromper seu vôo - segundo o ornitólogo e agrônomo Paulo Boute.
O que a harpia come?
Ela se alimenta de serpentes e de mamíferos de médio e pequeno porte, como filhotes de veado, tatus, cotias e macacos, como o bugio - Alouatta guariba.Ao redor do pescoço, as harpias têm um colar de penas negras e suas cabeças são adornadas com um cocar cinza, do qual surgem dois conjuntos de penas maiores, que lembram chifres. O cinza das rêmiges e rectrizes, penas das asas e da cauda, respectivamente, contrasta com as penas brancas que recobrem o peito desse animal.
Um casal para toda a vida
Os casais de harpias ficam juntos durante toda a vida e seu período de reprodução vai de setembro a novembro. Geralmente, quando a fêmea sai para caçar, o macho vigia o ninho.A fêmea de Harpia harpyja pode medir até 90 cm de altura, 2 m de envergadura de asa, e pesar mais de 9 kg, se a ave for fêmea.
Os machos são um pouco menores, com 60 cm de altura e 7,5 kg. As fêmeas são maiores para que possam levar o alimento até seu filhote, bem como para defendê-lo.
Um filhote a cada dois anos
As harpias produzem até dois ovos, a cada dois anos. Porém, apenas um filhote sobrevive. O período de incubação dura 56 dias. As fêmeas constroem seus ninhos com pequenos galhos e forram-no com as penas de seu corpo, para que o filhote se mantenha aquecido e não gaste energia. Elas usam sempre o mesmo ninho para dar cria e, quando necessário, elas o reformam.Nove meses após o nascimento, o filhote treina seus primeiros vôos. Mas só depois de quatro anos adquire sua plumagem definitiva para, aos cinco anos, ficar independente. Durante os primeiros anos de vida, a mãe encarrega-se de alimentar sua cria. Depois, o filhote aprende as técnicas de caça ao observar a mãe em ação.
Harpias ameaçadas de extinção
O habitatda harpia estendia-se do sul do Brasil até o Estado de Chiapras, no México. Atualmente, há registros de apenas alguns exemplares de na Amazônia. Harpias estão ameaçadas de extinção e seu único predador é o ser humano.Contribuem para isso a devastação das florestas, além da lenda sobre harpias roubarem e matarem bebês. Essa crença infundada serve para justificar sua caça indiscriminada. Outro problema é que por ser uma espécie em extinção, sua presença atrai observadores de todo o mundo, o que estressa e prejudica esses animais.
Além disso, quanto mais rara uma espécie se torna, mais alto é o seu valor comercial, e aumenta a caça ilegal - o que colabora para o extermínio de espécies como a da Harpia harpyja.
Ameaça. A drenagem de pântanos e pauis, para a agricultura, e a poluição de pequenas ribeiras e lagoas estão a fazer diminuir rapidamente o número de tritões-palmados, alerta o ecologista Vasco Cruz, que está a realizar um trabalho de conservação de anfíbios e répteis
O futuro dos anfíbios é de catástrofe - 40% das espécies correm risco de extinção. O tritão-palmado encontra-se nesta estatística negra. Apesar de não estar ainda muito ameaçado, as rápidas alterações climáticas, a destruição de habitats e a poluição das águas onde habita estão a fazer diminuir rapidamente o seu número.
O tritão-palma- do (Triturus helveticus), que deve o nome às membranas interdigitais que desenvolve durante o período de reprodução, nos meses de Novembro. Escolhe essencialmente áreas húmidas, com algumas massas de água, como pântanos e pauis, pequenos ribeiros e lagos onde a água corre pouco. "A destruição destas zonas - por exemplo, através da drenagem para criar terrenos agrícolas - é uma das principais ameaças", diz Vasco Cruz, ecologista, que está, neste momento, a fazer um trabalho de conservação de anfíbios e répteis em Portugal.
A introdução de espécies exóticas no habitat dos tritões veio agravar a situação. "Pequenos peixes vermelhos, ou laranjas, chamados pimpões, alimentam-se dos ovos dos tritões, salamandras ou sapos", explica o ecologista.
Nos meses que passam na água, são activos durante todo o dia; na sua fase terrestre, em que habi-tam debaixo de pedras ou troncos, são vistos apenas à noite. "Saem somente para se alimentar e durante o dia ficam protegidos. Como são anfíbios, têm a pele húmida e não podem apanhar sol, por isso mantêm-se escondidos."
São animais que vivem em média 12 anos e demoram três anos a atingir a maturidade sexual. Quando os ovos eclodem, cerca de 15 dias depois da fecundação, nascem pequenas larvas que ficam na água entre quatro a cinco meses.
O seu tempo de desenvolvimento depende da abundância de comida e da temperatura da água, que influencia a quantidade de oxigénio. "A larva pode ficar pronta a sair da água em apenas um ou dois meses ; mas se a água for fria e houver quantidade de comida em abundância, pode viver dentro de água quase até Novembro."
No fim da fase larvar, o tritão-palmado perde as brânquias e passa a ter uma respiração pulmonar. "É a sua última transformação e a mudança de larva para juvenil. Torna--se então um tritão-palmado em miniatura, com somente dois centímetros", explica Vasco Cruz.
O tritão-palmado é uma das espécies de maior distribuição no mundo, mas em Portugal existe em número reduzido. Não se sabe ao certo quantos. No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal surge como "uma espécie insuficientemente conhecida". Pode ser observada no Noroeste português, nomeadamente na serra da Lousã, e do litoral do Mindelo para norte, até ao Gerês. Não se encontra em mais lado nenhum de Portugal, e, das três espécies que existem no País, é o mais raro.
Mas apesar de pouco conhecido, o tritão-palmado tem um papel importante na natureza. Na Galiza, por exemplo, chamam-lhe limpa fuentes, porque se sabe que onde esta espécie habita a água é sempre limpa. "Para além de bons bioindicadores, comem uma série de insectos e as larvas também se alimentam de detritos".
Apesar disso, em Portugal pouco ou nada está a ser feito no sentido de preservar a espécie. Uma das raras excepções é a Associação de Amigos do Mindelo, que recentemente tem feito um esforço no sentido de proteger as espécies de anfíbios e répteis que ali habitam.
"É realmente urgente tomar medidas para preservas os anfíbios, porque as alterações climáticas, associadas à destruição da natureza pela mão do homem, podem forçar uma rápida extinção de muitas espécies", conclui Vasco Cruz.
O planeta tem cerca de 17 mil espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção, revelou hoje a UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza), através da sua Lista Vermelha. Nos últimos 500 anos já se extinguiram 869 espécies.
Actualmente estão ameaçadas de extinção pelo menos 16.928 espécies, incluindo um terço dos anfíbios, mais de um em cada oito espécies de aves e cerca de um quarto dos mamíferos. Por comparação, a Lista Vermelha de 2004 mostrava 784 extinções desde 1500.
“Isto permite-nos chegar à conclusão que a vida selvagem está em perigo. A extensão do risco de extinção varia consoante os diferentes grupos de espécies”, escrevem os autores do relatório.
Em Portugal há 159 espécies ameaçadas, a maioria moluscos (67 espécies), mas também mamíferos (onze), aves (oito), peixes (38), plantas (16), invertebrados (16), répteis (dois) e anfíbios (uma).
A UICN acredita que a comunidade internacional não conseguirá cumprir a meta de travar a extinção das espécies até 2010, um compromisso feito por vários Governos em 2002.
No entanto, esta é uma lista que está longe ser completa. A organização estima que abranja apenas 2,7 por cento das espécies descritas.
O número de extinções é uma “estimativa por baixo mas dá-nos uma útil ferramenta para compreender o que está a acontecer a todas as formas de vida na Terra”, comentaram os autores do estudo.
Actualmente, as alterações climáticas não são a maior ameaça à biodiversidade do planeta. Mas isso pode mudar, avança o relatório. Ao analisar 17 mil espécies de aves, anfíbios e recifes de coral, a UICN identificou uma proporção significativa de espécies que são muito vulneráveis às alterações climáticas e que ainda não estão ameaçadas. Deste grupo fazem parte 30 por cento das aves, 51 por cento dos corais e 41 por cento dos anfíbios.
Baseada em informação relativa a 2008, a UICN estabeleceu agora uma ligação entre a crise financeira e a crise ambiental, explicou o responsável por este estudo, Jean-Christophe Vie.
“Não queremos escolher entre natureza e economia; apenas queremos que a natureza esteja ao mesmo nível quando chega o momento de tomar decisões”, comentou. “Os postos de trabalho são importantes mas não devem ser criados em detrimento da natureza”.
A situação da biodiversidade “é muito mais grave do que a crise económica ou dos bancos”, comentou Vie. “Pode perder-se uma indústria mas também se pode reconstruí-la. Na natureza, se perdermos uma espécie, perdemo-la para sempre. Nunca mais poderemos recuperar esse capital”.
Diversas espécies, muitas inéditas no campo científico, foram descobertas nas florestas da Cordilheira do Condor. No total, foram encontrados quatro anfíbios, um réptil e sete insetos, incluindo uma salamandra de olhos esbugalhados e um pequeno e venenoso sapinho-ponta-de-flecha, do gênero Dendrobates.
As novas espécies foram descobertas durante um Programa de Avaliação Rápida (RAP, na sigla em inglês) da ONG Conservação Internacional (CI) nas florestas da Cordilheira do Condor, perto da fronteira com o Peru.
Além das espécies provavelmente novas para a ciência, a equipe também encontrou animais raros, como uma perereca-de-vidro, uma população saudável de sapos arlequins do gênero Atelopus, insetos da família Tettigoniidae e várias espécies de anfíbios e mamíferos nunca registrados no Equador.
Assim como dispõe de programas destinados às áreas espacial e nuclear, o Brasil também deveria contar com um amplo programa de desenvolvimento da Amazônia, recomendou nesta quarta-feira (8) a diretora do Museu Paraense Emilio Goeldi, Ima Célia Guimarães Vieira. Em audiência pública promovida pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), ela defendeu - juntamente com quatro outros pesquisadores - a transformação da região em uma prioridade nacional.
- O Estado brasileiro investiu muito no estado de São Paulo, que por isso hoje tem esse diferencial. Isto não está acontecendo na Amazônia. Temos ações dos Ministérios de Ciência e Tecnologia, da Agricultura e da Saúde, mas não um programa integrado. Não acredito que apenas com ações setoriais vamos dar o salto de que precisamos - afirmou Ima durante a audiência, que também contou com a participação da Subcomissão da Amazônia e da Faixa de Fronteira, ligada à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).
Integrante do Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Lauro Morhy considerou insuficiente o número de instituições científicas atualmente existentes na região. Em sua opinião, a Amazônia pode ser considerada "motivo de orgulho e de grande responsabilidade ambiental". E o planejamento do desenvolvimento da região deveria contar com vários ministérios, governos estaduais e setores empresariais.
Um exemplo de atuação conjunta mencionado durante a audiência foi o do estabelecimento do modelo de gestão do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), sediado em Manaus (AM). Segundo o coordenador-geral do centro, Imar César de Araújo, representantes de seis ministérios participaram de uma comissão que concluiu pela criação de uma empresa pública - a qual será feita pormeio de projeto de lei a ser enviado ao Congresso Nacional.
A falta de um modelo de gestão, lamentou Araújo, fez com que o centro ainda hoje caminhe com "passos de tartaruga". Mesmo assim, segundo informou, até o final do ano já estarão equipados 90% dos laboratórios do CBA, cujas instalações ocupam uma área de 12 mil metros quadrados. As principais áreas de atuação do centro são as de cosméticos, produtos bioterápicos, inseticidas e corantes naturais.
Araújo ressaltou a necessidade de se dar à inovação tecnológica importância semelhante à atribuída à ciência básica. O Brasil tem a 13ª posição na publicação de artigos científicos, disse ele, mas dispõe de poucas patentes sobre a Amazônia e pode ser considerado um "troglodita para transformar conhecimento em dinheiro".
O chefe-geral da Embrapa da Amazônia Oriental, Claudio José Reis de Carvalho, informou que a empresa já conta com patentes de produtos como o cupulate, à base de cupuaçu, que pode ser usado, por exemplo, na merenda escolar. Em sua opinião, é necessária a geração de tecnologias para a produção em áreas já desmatadas da Amazônia.
A diretora do Instituto Evandro Chagas, Elisabeth Conceição de Oliveira Santos, disse concordar com a afirmação de que a manutenção da floresta em pé pode gerar mais receita do que a sua derrubada. Ela pediu atenção, porém, aos pequenos produtores da região, que muitas vezes vivem em áreas isoladas e enfrentam grandes problemas de energia e transporte. "Esses habitantes vivem como heróis na floresta", disse ela.
Nuclear
Pouco antes da realização do debate sobre a Amazônia, a CCT aprovou requerimento do senador Lobão Filho (PMDB-MA) para a realização de audiência pública sobre a crise no abastecimento do insumo radioativo 99MO, que, a seu ver, "poderá paralisar a medicina nuclear brasileira". Também foram aprovados 12 projetos de decreto legislativo que autorizam o funcionamento de emissoras de rádio e televisão em diversos estados.

Como se o aquecimento global já não nos desse motivo suficiente de preocupação, agora os cientistas afirmam que ele pode conduzir ao surgimento de aranhas maiores e possivelmente de mais exemplares em pelo menos uma espécie de aracnídeos.
Um grupo de cientistas dinamarqueses decidiu determinar se o aquecimento global poderia tornar maiores as aranhas-lobo, uma espécie carnívora e peluda que vive no nordeste da Groenlândia, já que verões mais longos significariam uma temporada de caça mais extensa. A espécie, Pardosa glacialis, não é muito conhecida e costuma ter comprimento da ordem de 4 cm de acordo com Toke Hoye, da Universidade de Aarhus, Dinamarca, um dos co-autores do estudo.
As aranhas podem viver por até dois anos e os pesquisadores constataram que, nos anos em que a primavera começa mais cedo, os animais tendem a crescer mais, em média. Por exemplo, quando a primavera chega 30 dias mais cedo do que a data costumeira, algumas aranhas desenvolvem exoesqueletos que podem ser 10% mais espessos do que a média, o que resulta em corpos maiores. Nos anos mais frios, por outro lado, foi constatada uma redução no exoesqueleto.
Ao final do estudo de 10 anos de duração, a espessura média do exoesqueleto era de 2,65 mm, cerca de 2% acima dos 2,6 mm constatados nos anos iniciais do estudo - uma grande diferença a ser registrada durante um período de estudo de apenas 10 anos, de acordo com os pesquisadores.
Fêmeas robustas
As temperaturas mais quentes também parecem estar conferindo às fêmeas uma vantagem de tamanho com relação aos machos, sugere o novo estudo. As fêmeas da espécie Pardosa glacialis tendem a ser apenas ligeiramente maiores que os machos - como era o caso em 1997, quando o degelo da primavera aconteceu por volta do 160° dia do ano.
Mas em 2005, por exemplo, quando o degelo aconteceu no 143° dia do ano, os exoesqueletos das fêmeas se provaram cerca de 2% maiores que os dos machos, em média.
Qual seria o motivo?
O motivo para que o aquecimento esteja aparentemente resultando em crescimento para essas aranhas é um mistério. A razão pode ser o fato de que as aranhas estão crescendo devido ao prolongamento de sua temporada primária de caça. Ou os verões mais longos podem estar permitindo que elas procedam à muda - o abandono de seus exoesqueletos antigos - com mais frequência, o que resultaria em crescimento maior ao longo de suas vidas. Não se sabe se as aranhas-lobo já estão nascendo maiores, já que o tema do estudo eram animais adultos.
Ninguém faz idéia do efeito que essas aranhas maiores podem exercer sobre o meio ambiente local, disse Hoye. Mas ele está bastante certo de que as aranhas não só serão maiores como mais numerosas. Fêmeas adultas maiores provavelmente resultarão em aumento na população de aranhas, e/ou em mais crias, disse Hoye.
Pelo lado positivo, ao menos para os aracnófobos, o canibalismo é comum entre muitas espécies de aranhas. A prática ajudaria a conter o crescimento das populaçõesArquivo do blog
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