Busca por animais perdidos tem até rã que "dá à luz" pela boca


A rã "incubadora" engole e choca os ovos no estômago e os girinos nascem pela boca da mãe

Equipes internacionais de cientistas começaram uma busca considerada inédita para tentar encontrar 100 espécies de anfíbios "perdidas". Os animais são considerados extintos, mas podem existir em poucos locais remotos, de acordo com a Conservação Internacional e o Grupo de Especialistas em Anfíbios da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, da sigla em inglês), que anunciaram nesta segunda-feira a expedição.

A procura começou em 14 países em cinco continentes. Segundo a Conservação, o esforço ocorre em um momento em que as populações mundiais de anfíbios sofrem declínio dramático - mais de 30% das espécies estão ameaçadas de extinção. Duas das expedições ocorrem no Brasil, para tentar encontrar a Crossodactylus grandis, vista pela última vez na década de 60, e a Cycloramphus valae (rãzinha-das-pedras). A primeira percorrerá cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro de 18 a 31 de setembro. A segunda visitará regiões de Mata Atlântica em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo a organização, o objetivo do estudo é tentar entender a recente crise de extinção de anfíbios, que são importantes para o equilíbrio do meio ambiente e também para a qualidade de vida humana. Eles ajudam, por exemplo, com o controle de insetos que espalham doenças e destroem plantações agrícolas e com a manutenção de sistemas aquáticos saudáveis.

Além disso, a pele dos anfíbios contêm componentes químicos fundamentais para a criação de medicamentos. "Os anfíbios são particularmente sensíveis às mudanças no meio ambiente, por isso são geralmente um indicador do dano que tem sido causado aos ecossistemas", diz Robin Moore, da Conservação Internacional, em comunicado.

"Esse papel de 'anunciador da crise' significa que as alterações rápidas e profundas que têm ocorrido no meio ambiente nos últimos 50 anos - particularmente a mudança climática e a perda de habitat - têm tido um impacto devastador nessas criaturas. Organizamos esta procura por espécies 'perdidas' que acreditamos terem conseguido sobreviver para obtermos respostas e para saber o que permitiu a algumas pequenas populações de certas espécies sobreviverem quando o resto de sua espécie desapareceu", diz Moore.

Entre os problemas, a organização destaca um fungo patogênico que causa quitridiomicose e que foi potencializado pela perda de habitat dos animais. A doença já devastou populações inteiras de anfíbios e foi responsável até mesmo pela extinção de espécies.

Ainda de acordo com a Conservação, das 100 espécies selecionadas, Moore e sua equipe destacam 10 que, segundo eles, sua redescoberta seria "mais emocionante" para os pesquisadores (veja mais detalhes na aba "fotos" acima). "Embora reconheçamos que é muito difícil atribuir importância e priorizar uma espécie em detrimento da outra, criamos a lista das 10 principais porque acreditamos que estes animais em particular têm um valor científico ou estético especial"

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uma atitude no fim

Ola faz um bom tempo que eu não posto nada aqui no blog mais bem vamos utimamente tenho viajado bastante pra Minas Geraías e fiquei sabendo de uma coisa muito interesante,o pessoal que mora por la esta fazendo uma coisa muito boa com a fauna quem não conhece o canario da terra ou também canario das telhas entre tantos outros nomes o povo lá vio que a população deles estava acabando por causa do trafico de animais muitas pessoas acham um passaro bonitinho e já vai logo pegando e tacando numa gaiola.
Bem mais algum moradores de lá vendo a cituação e algum tendo casais antigos resouveram soutas os filhotes para repovuar a area nos utimos 3 anos que eu vo lá realmenta a população de canarios esta subindo já da pra ver bastantes canarios nos postes e pastos tudo bem que pra fazer essa rentrodução de canarios eles tiveram que tira um casal para procriar mais deu certo afinal na época de secas algum filhotes que já sabem vuar ainda presisam do seus pais para os alimentar muitos morrem de fome ná época de seca e já que eles os soutam lá depois da época das secas “os que nassem em gaiolas” eles tem mais possibilidades de sobreviver claro que o fato de pega um sacal pra fazer isso não tá certo mais eu nãos acho que leles estaõ totalmente errados afinal tive que ter um presso pra isso aconte e foi por um bom mutivo e pelo que eu vi os casais são novos e por isso não tem medo do homem não se debatem nas gaiolas afinal pega um casal “velho”e por na gaiola claro que não vai tar certo e vai ser bem mais cruel afinal eles vao se debater e se multila nas grades por causa o medo das pessoas.
Claro que não é pra sair tirando casais de canarios pra fazer isso o povo lá só fez isso por que a situação tava realmente critica bom é isso gostei da atitude no final

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Aquecimento global gera ameaça a corais que só existem no Brasil



A elevação na temperatura das águas, provocada pelo aquecimento global,
ameaça espécies de corais que só existem no litoral brasileiro। Das 40 espécies de corais encontradas nos recifes do litoral brasileiro, 20 são encontradas apenas no país.
Na sede do Projeto Coral Vivo, em Arraial da Ajuda, Bahia, o fenômeno conhecido como branqueamento aconteceu até com os corais criados nos tanques de pesquisa. Começou em março, depois de dois meses com a água muito mais quente do que a média na maior parte da costa brasileira.

E foi o maior já registrado no Brasil em uma faixa de 2,5 mil quilômetros, do Rio Grande do Norte até a baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Ele acontece porque algumas espécies de corais precisam de microalgas para viver. As algas se instalam na segunda camada da pele do coral. Como todas as plantas, elas fazem fotossíntese, isto é: obtêm energia da luz do sol. O que sobra, doam ao coral em troca de abrigo.

Mas quando a temperatura da água está acima do normal na região, as algas produzem água oxigenada, que é tóxica para o coral. Para se proteger, ele as expulsa. E sem elas o esqueleto branco fica visível.

“Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, eles podem morrer sim, como já aconteceu em muitos oceanos, como no Índico, e no Caribe, onde recifes foram praticamente dizimados depois de eventos de branqueamento”, diz o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

O Recife de Fora é um dos mais conservados do Brasil. Na maré baixa, a ponta fica a apenas um metro de profundidade. Estes são os mais estudados do Brasil.

Há sete anos, o Projeto Coral Vivo acompanha a saúde de mais de 30 espécies de corais e de todas as formas de vida que surgem ao redor deles.

O recife foi completamente mapeado, e os cientistas conhecem onde vive cada tipo de coral que cresce nele. O pesquisador Gustavo Duarte leva um equipamento para medir a fotossíntese que ocorre dentro do coral.

“É um diagnóstico da saúde do coral. Ele é análogo ao ultrassom, no entanto, ele usa a luz. “Temos visto que depois que ocorre o aquecimento, a fotossíntese acaba sendo prejudicada sensivelmente. Acima de 31ºC, a fotossíntese cessa completamente”, explica ???

Não é preciso ser especialista para identificar o branqueamento. Colônias inteiras de coral-de-fogo, que provoca queimadura se tocado, agora estão brancas. Em alguns pontos do recife, eles já estão morrendo.

A espécie de coral cérebro só existe no Brasil. E é a que mais sofreu com o branqueamento. Muitas colônias ainda registram um nível pequeno de fotossíntese, o que significa que ainda têm chance de se recuperar. Outra espécie exclusiva do Brasil parece mais resistente. Poucas colônias tem as pontas esbranquiçadas.

Esse estrago foi provocado pelo El Niño, o aquecimento das águas do Pacífico que influencia também a temperatura do Atlântico e tem sido cada vez mais forte.

“A recomendação é que você diminua os estresses extra-mudança climática global sobre as comunidades de corais. Evitar sobrepesca, turismo desordenado, poluição química, poluição de esgotos, recuperar as matas ciliares para diminuir a quantidade de sedimentos que vai para os mares. Com isso, os recifes podem ter uma possibilidade de sobrevivência em um prazo mais longo”, orienta o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

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Mancha de óleo atingirá costa do golfo, diz Guarda Costeira


HOUSTON (Reuters) - Uma mancha de óleo gigante deve atingir a costa norte-americana do Golfo do México "em algum ponto", afirmou neste sábado o chefe da Guarda Costeira dos Estados Unidos.
"Há óleo suficiente lá fora, é lógico assumir que ele irá atingir a costa", disse o almirante Thad Allen, em uma teleconferência com jornalistas. "A questão é onde e quando."
A administração Obama, que está tentando conter uma potencial catástrofe ambiental, está engajada na resposta ao vazamento desde o início, disse um conselheiro do presidente. "Não vamos descansar até que este vazamento pare", disse John Brennan.
O vazamento de óleo ainda não afetou linhas vitais de navios que vão ao rio Mississipi e a portos da costa do golfo, como Pascagoula, Mississipi, mas tem o potencial de causar isso, disse Allen.
(Reportagem de Chris Baltimore)

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Descoberta sanguessuga que pode viver em narina humana

Cientistas anunciaram a descoberta de uma nova espécie de sanguessuga que tem a tendência de viver em narinas humanas. Segundo os pesquisadores, ela pode entrar nos orifícios do corpo de pessoas e animais e aderir às membranas mucosas. Eles deram à nova espécie o nome de Tyrannobdella rex, que significa "sanguessuga rainha tirana".
A criatura, que vive em áreas remotas do alto Amazonas, foi descoberta em 2007, no Peru, quando uma espécie foi retirada do nariz de uma menina que tinha se banhado em um rio.
Renzo Arauco-Brown, da Escola de Medicina da Universidade Cayetano Heredia, em Lima, extraiu a sanguessuga do nariz da garota e enviou a amostra para um zoólogo nos Estados Unidos.
Mark Siddall, do Museu Americano de História Natural, em Nova York, reconheceu rapidamente que se tratava de uma nova espécie. Segundo ele, a criatura tinha algumas características muito incomuns, como uma única mandíbula,oito dentes grandes e genitália minúscula.
A espécie tem algumas características incomuns, como uma única mandíbula, oito dentes grandes e genitália minúscula A líder do estudo, Anna Phillips, uma universitária ligada ao museu, disse: "Nós achamos que a Tyrannobdella rex é parente próximo de outra sanguessuga que entra na boca de gado no México."
Uma análise de DNA revelou também uma "relação evolucionária" entre sanguessugas que vivem em regiões distantes. Isto sugere a existência de um ancestral comum, que pode ter vivido quando os continentes estavam unidos em uma única extensão de terra chamada Pangaea.
Siddall explicou: "As espécies mais antigas desta família de sanguessugas compartilhavam a Terra com os dinossauros, há cerca de 200 milhões de anos."
"Alguns ancestrais do nosso T. rex podem ter vivido no nariz de outro T. rex", afirmou, em uma referência o dinossauro Tiranossauro rex.
A pesquisa foi divulgada na revista científica online PLoS One.Os cientistas acreditam que podem existir até 10 mil espécies de sanguessuga. Já foram descobertas entre 600 e 700.

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baleias na mira??


Dois milhões de baleias foram mortas no século passado por métodos que causam sofrimento prolongado. Algumas espécies foram caçadas até sua extinção, levando à proibição da caça baleeira em 1986. Apesar disso, cerca de 1.400 baleias ainda são mortas a cada ano com a utilização de métodos que pouco mudaram em cem anos. Alguns países gostariam de ver o retorno das operações baleeiras em grande escala. Entretanto, um exame das evidências práticas e científicas, resumidas aqui, chegou à conclusão de que muitos problemas graves de bem-estar são inerentes às atividades atuais de caça às baleias.


Baleias são mamíferos e não peixes


Há cerca de 80 espécies de baleias, golfinhos e botos, coletivamente chamados de cetáceos. Essas espécies vão desde grandes baleias, tais como a baleia azul, os maiores animais que já existiram no planeta, até os golfinhos e botos menores. As baleias são mamíferos, respiram oxigênio e amamentam seus filhotes com seu leite. Elas são criaturas altamente inteligentes e de estrutura social complexa, sobre as quais ainda temos muito que aprender.


A indústria baleeira atual


A Comissão Baleeira Internacional (CBI) é o organismo intergovernamental encarregado de tratar da conservação adequada da população de baleias e de regulamentar as atividades pertinentes. Uma moratória internacional, ou proibição da caça comercial foi imposta em 1986. Entretanto, falhas nesta moratória significam que as baleias continuam a ser caçadas. Baleeiros da Noruega e do Japão, por exemplo, vão matar 1.400 baleias este ano em operações comerciais e nas chamadas operações “científicas”. Em 2003, a Islândia reiniciou a caça a baleias, matando mais de 30 baleias minke para propósitos de “pesquisa”. A carne proveniente dessas operações, sejam comerciais ou “científicas”, destina-se ao final para o consumo humano. Mesmo assim, os métodos para essa matança estão aquém dos padrões exigidos para o abate humanitário de animais de produção.


A CBI e o abate humanitário


A CBI tem estudado questões relativas ao bem-estar desde 1957, quando definiu “abate humanitário” como o processo pelo qual o animal é insensibilizado instantaneamente antes de sua morte. Em 1958, a Convenção das Nações Unidas por meio da Lei dos Mares (CNULM) adotou uma resolução exigindo que todos os paises utilizassem o melhor método existente na captura e abate da vida marinha, incluindo baleias, para evitar ao máximo seu sofrimento. Um ano após, a CBI reuniu o primeiro grupo de trabalho sobre abate de baleias. Apesar de vários anos de discussão sobre essas questões, incluindo a adoção de pelo menos 15 resoluções de bem-estar, o progresso nesse setor dentro da CBI tem sido lento. Os maiores problemas de bem-estar continuam sem solução.


Métodos de abate


A metodologia utilizada para a matança de baleias mudou muito pouco desde o século XIX, quando o arpão de propulsão mecânica foi inventado. O principal método de abate na caça comercial e “cientifica”atual é o arpão com granada explosiva. Lançado de um canhão, o objetivo é penetrar no corpo da baleia até uma profundidade de 30 cm antes de detonar, matando-a por ferimento extenso ou choque. A explosão resulta num ferimento de pelo menos 20 cm de largura, com o triplo da extensão quando as garras do arpão se abrem para ancorar dentro do corpo da baleia. O animal pode então ser içado para o barco baleeiro por uma corda amarrada a essas garras. Embora o tipo de explosivo usado anteriormente (pólvora negra) tenha sido substituído por um explosivo com pentrite, mais poderoso, o método básico de abate continua o mesmo há mais de meio século.


Apesar de seu poder destruidor, o arpão muitas vezes não mata sua vítima instantaneamente. Uma baleia que é atingida e não morre, passa a ter um ferimento extenso que causa intenso sofrimento. Pesquisas recentes mostram que a média de tempo até a morte na caça comercial e científica é de mais de 2 minutos, sendo que algumas baleias demoram mais de uma hora para morrer.

Os critérios utilizados pelo CBI para avaliar a morte ou insensibilidade a dor nas baleias são: relaxamento da mandíbula inferior, paralização das nadadeiras e afundamento sem movimento ativo. Utilizando estes critérios, a Noruega reportou que 80,7% das baleias minke foram mortas instantaneamente durante a temporada de caça de 2002. A caça à baleia minke do Japão em 2002/2003 registrou que 40,2% delas foram mortas instantaneamente. Um recente estudo científico veterinário concluiu que esses critérios são inadequados.

Se o primeiro arpão lançado não matar a baleia, um segundo arpão de pentrite ou um rifle é utilizado na baleia já ferida como um método secundário. Entretanto, os dados disponíveis indicam que os rifles são muitas vezes inadequados para este propósito, exigindo muitos disparos para provocar a morte. O costumeiro uso de um segundo método reflete a ineficiência das práticas de abate atuais.



O efeito do mar


Os baleeiros muitas vezes têm que tentar fazer um disparo fatal, seja com um arpão ou com um rifle, a certa distância. Eles também têm que suplantar uma série de dificuldades inerentes ao abate das baleias no mar, incluindo condições atmosféricas e visibilidade, condições do mar e os movimentos do barco. Chuva e neblina reduzem a visibilidade e podem diminuir a precisão. Um mar muito revolto prejudica a habilidade do artilheiro em acompanhar seu alvo sob as águas, tornando ainda mais difícil predizer onde a baleia vai emergir. Tanto o homem quanto o animal estão se movendo, completamente fora do controle do artilheiro. Quanto mais vigorosos os movimentos do barco, mais difícil é segurar o arpão e fazer pontaria.

Se a água, condições do mar ou os movimentos do barco não permitem um lançamento preciso, há risco de um arpão mal direcionado prolongar o tempo até a morte e conseqüentemente causar considerável sofrimento ao animal. Essas variáveis e os métodos inadequados utilizados para o abate de baleias se refletem nos baixos índices de morte instantânea e nas altas médias de tempo até a morte estimados em todas as operações. As dificuldades inerentes à tentativa de se matar um animal de grande porte, parcialmente submerso e em movimento no mar, de cima de uma plataforma em movimento, dão margem a graves questões

eu

segunda-feira, 30 de março de 2009 12:30

sou um cara alegre bem extrovertido adoro viajar e aventuras ,adoro animais sou quase louco ou tarado por animais

quando viajo estou sempre procurando algum novo animal,não sou do tipo do cara que gosta de ficar parado meus animais preferidos são caninana sagui.

adoro viajar para conhecer novas culturas típicas das régios e lugares.......

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novidades.....

Oi pra todos que olham  meu blog ativamente estou sem tempo de atualizar ele vou ver se fasso isso agora por que além da escola to atrás de trampo+em fim vou tenta manter uma media aqui pra não deixa meu blog largado ok.... logo logo teremos novidades tentarei fazer algums videos para pro no blog e coisas do tipo ok afinal eu ainda estudo apesar de viajar muito né eu ainda tenho que estuda U_U

logo logo viajem pra MG,Paraná eu acho,e por ai vai........talvez 2011 bahia O_O
\o/

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Buraco de ozônio retém frio na Antártida, mostra relatório

O temido buraco de ozônio na atmosfera acima da Antártida funciona, paradoxalmente, como um escudo do continente gelado contra o aquecimento que assola o planeta. É só por isso que as terras antárticas ainda não esquentaram tanto quanto o resto do globo, mostra um relatório divulgado nesta terça-feira (1º).


A descoberta ajuda a entender porque, às portas do verão na Antártida, os mais de 50 ocupantes atuais da Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira no continente, passaram 48 horas confinados entre a manhã de domingo e ontem. A equipe teve de se abrigar de ventos com mais de 100 km/h e sensação térmica de 20 °C negativos.


Há, portanto, um dilema: conforme o rombo na camada de ozônio for se fechando, o que deve acontecer completamente até o fim deste século, é provável que o aumento das temperaturas finalmente atinja o coração da Antártida, dizem os cientistas do Scar (Comitê Científico de Pesquisa Antártica), responsáveis pelo novo relatório (www.scar.org).


"Nos próximos anos, o gelo marinho vai diminuir. Ele está aumentando no momento, mas não será mais assim quando o buraco de ozônio fechar --de fato, vamos perder um terço do gelo marinho", declarou o diretor-executivo do Scar, Colin Summerhayes, à agência internacional de notícias Reuters.


O relatório divulgado ontem, que reuniu dados gerados por mais de cem cientistas de oito países, chama a descoberta dessa blindagem do buraco de ozônio de "extraordinária".


Para Jefferson Simões, glaciologista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o trabalho consolida os dados sobre as alterações que o aquecimento já traz para a Antártida.


"Faz todo o sentido afirmar que o buraco de ozônio está mesmo protegendo o continente antártico", diz Luciano Marani, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) responsável pelas medições da camada de ozônio na estação brasileira.


Eduardo Knapp/Folha Imagem
Eduardo Knapp/Folha Imagem
Pinguins-de-adélia escorregam na neve perto da Estação Antártica Comandante Ferraz, base brasileira localizada no continente gelado


Ultravioleta


O mecanismo é simples, explica Simões. As moléculas de ozônio absorvem a radiação ultravioleta do Sol, ajudando a esquentar a estratosfera, fatia da alta atmosfera onde se encontram.


Com menos ozônio estratosférico à disposição, esse pedaço da atmosfera esfria. E isso, por sua vez, fortalece o vórtice polar --um imenso redemoinho que domina a circulação de ar sobre o continente austral e mantém a Antártida normalmente fria (veja quadro acima).


"A força desse vórtice depende do gradiente [ou seja, da diferença] de temperatura entre a região polar e o resto do planeta. Com o vórtice mais frio, esse gradiente aumenta, fazendo com que ele gire com mais força", diz Simões.


Resultado: os ventos violentos criam uma espécie de muralha de ar entre a Antártida e os demais continentes, o que explica a falta de um aquecimento considerável no continente austral.


O calcanhar-de-aquiles dessa armadura de ventos, contudo, é a península Antártica, o braço do continente que avança para o oceano e, portanto, está mais sujeito a influências externas.


Na península, a precipitação de verão está deixando de ser neve para virar chuva. Noventa por cento das geleiras peninsulares recuaram nas últimas décadas.


As mudanças já estão causando reviravoltas significativas na fauna e na flora da área. Plantas terrestres, que antes não conseguiam deitar raízes na península, agora conseguem crescer nela. Populações de pinguins-de-adélia estão em declínio, à medida que o krill, minúsculo crustáceo que é seu principal alimento, torna-se cada vez menos abundante.


Mar que sobe


Com o buraco de ozônio em declínio, espera-se que as geleiras da Antártida continental propriamente dita, em especial do oeste do continente, passem a perder gelo, com contribuição significativa para um aumento do nível do mar --cerca de 1,4 metro até 2100, diz o relatório.


No entanto, o aumento projetado de temperatura até o fim do século -algo em torno de 3 °C- não deve ser suficiente para derreter a maioria do gelo continental antártico. E as bolhas de ar presas nas camadas mais profundas e antigas das geleiras mostram que a atual concentração de gases-estufa na atmosfera é a maior dos últimos 800 mil anos.

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Cientistas descobrem aranhas caranguejeiras que só existem no nosso país

As aranhas caranguejeiras, com suas longas pernas e corpo coberto por pelos, metem medo em muita gente. Mas você já imaginou que um animal desse tipo pode ser dócil? Pois assim é uma espécie recém-descoberta por cientistas brasileiros e outra que eles acabam de estudar melhor: a Avicularia sooretama e a Avicularia diversipes. Habitantes da Mata Atlântica, elas raramente picam alguém e têm um veneno inofensivo para o ser humano. As duas foram pesquisadas pelos biólogos Rogério Bertani e Caroline Fukushima, que, para completar, ainda descobriram mais uma espécie de aranha caranguejeira na Mata Atlântica: a Avicularia gamba.

Longe dos buracos, perto das árvores
Essas três aranhas apresentam peculiaridades que as tornam bastante interessantes e especiais. Diferentemente das cerca de 2000 espécies de caranguejeiras já catalogadas, que geralmente vivem em buracos, as que foram pesquisadas pelos biólogos do Instituto Butantan preferem os troncos e os galhos das árvores para tecerem teias e construírem refúgios. Por isso, são chamadas de arborícolas.
É do Brasil!
Mas não é só. Também podemos dizer que essas aranhas caranguejeiras são autênticas brasileiras de oito pernas! Isso porque elas existem apenas no Brasil, em uma região específica da Mata Atlântica. Para você ter uma ideia, a Avicularia gamba e a Avicularia diversipes são encontradas somente no sul da Bahia. Já a Avicularia sooretama ocupa uma área limitada entre o sul da Bahia e o Rio de Janeiro.

Difícil descoberta
“O fato de essas espécies serem características de certa área geográfica é uma das razões pelas quais elas ainda não haviam sido descobertas”, explica Rogério Bertani. Segundo o biólogo, não há, no país, pesquisadores suficientes para estudar todas as espécies de uma fauna tão rica como a brasileira. É por isso que mesmo o estudo de animais já conhecidos, como a Avicularia diversipes, descrita em 1842, é importante. “Havia apenas informações gerais sobre essa espécie. Agora, a descrição está mais detalhada, pois acrescentamos desenhos, medidas e fotos“, conta.
Mas você acredita que as três espécies de aranhas caranguejeiras que foram estudadas pelos biólogos do Butantan e da Universidade de São Paulo já estão ameaçadas?! Por viverem num local onde o desmatamento é intenso, esses bichos correm o risco de perderem suas moradias e, sem as árvores, não conseguirem sobreviver. Para piorar, o comércio ilegal também põe esses animais em risco.
Desde 2007, a Avicularia sooretama e a Avicularia diversipes, por serem dóceis, são vendidas na Europa como animais domésticos. Além de representar um crime contra a natureza, essa prática facilita o uso desses bichos em pesquisas no exterior, o que prejudica o trabalho dos nossos cientistas, que tanto se esforçam para estudar e nos apresentar a fauna brasileira.

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Lixo urbano polui oceanos e provoca a morte de animais



Pesquisadores da Universidade do Hawai revelaram uma face ainda mais deprimente de uma região no Oceano Pacífico Norte. Devido às correntes marítimas, toneladas de lixo, principalmente plásticos, acabam se concentrando nessa área, resultando num gigantesco depósito de lixo flutuante. O problema, porém, não é apenas a poluição da água, esse lixo é ingerido por aves e peixes, provocando a morte de milhares de animais todos os anos.

O lixo jogado nas ruas e rios das cidades ao redor do mundo, ou que é descartado de forma inadequada em lixões, acaba sendo arrastado para os mares. Boa parte é levado por correntes marítimas até essa região no Pacífico Norte, formando uma área que chega a ser maior que o território brasileiro.

Para confirmar o impacto nos animais da região, segundo reportagem da revista Science Daily, os pesquisadores monitoraram uma espécie de albatroz e verificaram a enorme ingestão de partículas de plástico. Foram encontrados desde pedaços de sacola até isqueiros e pequenos brinquedos.

A resultado do estudo foi mostrar que o lixo descartado inadequadamente nos continentes causa um grande impacto ao meio ambiente mesmo a milhares quilômetros de distância. "É triste", lamentou uma das pesquisadora, a doutora Lindsay Young.

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Cientistas encontram rinocerontes de Java no Vietnã


um grupo de cientistas encontrou, com a ajuda de cães adestrados, sete rinocerontes de Java em uma selva do Vietnã, uma espécie que era considerada extinta desde 1998, quando um caçador matou o que seria o último exemplar nesse país, informou hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF). A responsável de imprensa do WWF no Vietnã, Julianne Becker, explicou que em colaboração com as autoridades começaram a usar os cães dia 10 de novembro para recensear a população de rinocerontes no parque nacional, cujo nome preferiu não revelar para proteger a esta espécie.
Becker informou que até o momento localizaram e marcaram sete exemplares.
WWF trabalha na proteção do rinoceronte de Java no Vietnã desde que se descobriu sua presença e adverte que o principal perigo que afrontam provém dos caçadores furtivos e da agricultura que transforma seus habitats naturais em campos de cultivo.
Trata-se de animais muito sensíveis à atividade dos humanos, se alimentam de plantas e vivem em lugares lamacentos e no Vietnã ficam em estado selvagem entre uma e duas dezenas, segundo os cientistas.
Hoje sobrevivem cinco classes de rinocerontes e todos eles em perigo de extinção: o branco e o negro - ambos naturais da África -, o indiano de um só chifre, o de Sumatra de dois chifres e o de Java.

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Brasília na rota do tráfico de animais

Ainda faltam dois meses para 2009 acabar, mas a quantidade de apreensões de animais silvestres no Distrito Federal já ultrapassa em mais de mil o número de espécimes apreendidos durante todo o ano passado. Em 2008, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) do DF e as polícias florestal, rodoviária, federal, civil e militar recolheram 2.825 bichos, que seriam vendidos nas cidades do DF ou encaminhados para outras regiões do país. Até a metade deste mês, o número de apreensões — que crescem anualmente desde 2006 (veja quadro) — já havia chegado a 3.885, um acréscimo de 37,5% sobre todo o ano anterior. E, por incrível que pareça, nenhuma pessoa envolvida com o tráfico de animais foi ou será presa.

O aumento progressivo das apreensões está diretamente ligado ao incremento na estrutura de fiscalização e reabilitação dos animais apreendidos na cidade, mas o Ibama-DF admite que o tráfico tem crescido na região, principalmente como consequência da impunidade dos traficantes. Atualmente, a punição para o crime de tráfico de fauna se restringe à aplicação de multas (leia matéria sobre o assunto na página 28). Além disso, Brasília é um bom mercado consumidor para os negociantes de animais. O Ibama estima que 40% dos moradores do DF que saem de férias voltam para casa com bichos comprados irregularmente nas redondezas do estado de Goiás.

Esses animais costumam chegar por rodovias federais, principalmente do Mato Grosso do Sul — de onde vêm aves canoras, de canto bonito — e da Bahia, mas Brasília também está inserida numa rota de tráfico aérea (veja ilustração). Os aviões geralmente partem da Região Norte. “São voos críticos. Não param aqui, mas passam e seguem para o Nordeste”, conta Hugo Américo Schaedler, chefe da Divisão de Gestão e Proteção Ambiental do Ibama-DF. De cidades nordestinas, como Recife, os animais partiriam para o exterior, especialmente a Europa.

Essa suspeita foi reforçada pela prisão de um português e de dois brasileiros que transportavam 452 canários peruanos pela BR-020 na caçamba de uma caminhonete. A apreensão, efetuada em 26 de setembro último no posto da Polícia Rodoviária Federal de Formosa (a 12km do DF), integra uma investigação do Departamento de Atividades Especiais da Polícia Civil do DF, que faz um mapeamento sobre o tráfico de animais na cidade. “Ainda não temos dados concretos, mas passamos o caso para o Ministério Público e, pelo padrão de comportamento e pelo envolvimento de um português, acreditamos que existe, sim, uma rota para o exterior”, diz Schaedler.

Aves
Os dados coletados pelo Ibama de 2004 a 2008 mostram que as aves representam 80% dos animais apreendidos no DF. Os répteis aparecem em segundo lugar, com uma parcela de 14%, seguidos pelos mamíferos, que representam 7% das apreensões. Do Nordeste, o estado da Bahia é a principal fonte de tráfico para a capital federal. A região do Raso da Catarina é rica em papagaios e galos-de-campina, também conhecidos como cardeais. 


Quando vêm da Bahia, os traficantes preferem circular pelas rodovias BR-101 e BR-116 — próximas ao litoral — para aproveitar a alta circulação de turistas. Eles também trazem periquitos, jabutis e saguis para o DF. “O tráfico só vende porque há quem compre”, adverte Schaedler. Para ele, Brasília poderia dar exemplo ao resto do Brasil, como fez quando o assunto era respeitar a faixa de pedestres.

Para Dener Giovanini, coordenador-geral da Ong Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), o cenário ainda é ruim, mas está melhor do que parece. “Com o trabalho de conscientização, as pessoas passaram a participar mais ativamente e denunciar”, considera Giovanini. Segundo ele, houve um aumento muito grande na conscientização da sociedade desde o relatório publicado pela Renctas em 2001. “Deixamos de perceber o tráfico de animais como um crime menor”, garante.

E eu com isso

Ao levar um animal retirado da natureza direto para casa, o comprador pode estar armando uma bomba biológica. Sem passar por acompanhamento veterinário ou pelo processo sanitário a que os órgãos de controle submetem os animais legalizados, esses bichos são potenciais transmissores de doenças, inclusive de enfermidades que ainda nem foram catalogadas pelo homem. Comprar um animal do tráfico é expor família e vizinhos a contaminações e correr o risco de gerar um enorme problema de saúde pública no país.



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Amazônia absorve menos carbono do que se pensava, diz pesquisa

Foto: Dennis Barbosa/Globo AmazôniaO velho bordão de que a Amazônia é o “pulmão do mundo” recebeu mais um golpe. Uma pesquisa realizada pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) revela que a floresta pode estar absorvendo menos gás carbônico do que os cientistas estimavam.

Segundo o estudo, realizado pelo meteorologista Júlio Tota, especialista em clima e meio ambiente, há uma falha nos equipamentos utilizados para medir o fluxo de gás carbônico entre a floresta e a atmosfera. Instalados na altura da copa das árvores, eles medem somente o gás carbônico que é enviado para cima da floresta, deixando de lado o carbono que circula perto do chão, indica a pesquis
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Mais de dez torres de medição de fluxo de gases estão espalhadas pela Amazônia. (Foto: Dennis Barbosa/Globo Amazônia)

De acordo com Tota, já se chegou a pensar que a floresta capturava entre quatro a cinco toneladas de carbono por hectare – um campo de futebol – por ano. “Com correções que foram feitas, isso caiu para cerca de duas toneladas, mas esse número pode ser ainda menor”, diz o pesquisador.
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O meteorologista explica que a medida de fluxo de gases de efeito estufa é feita por 1.500 torres instaladas ao redor do mundo. Na Amazônia são mais de dez, das quais ele escolheu duas como alvos de sua pesquisa.

Usando equipamentos cedidos pela Universidade de Nova York, o pesquisador mediu o fluxo de gás carbônico próximo ao chão, e descobriu que havia verdadeiros “rios” de carbono flutuando sob a floresta. Isso aconteceria especialmente à noite, quando há pouco vento e o gás não sobe para a atmosfera, deixando de ser captado pelos equipamentos convencionais. “É o que eu chamo de ‘escoamento horizontal’ de CO2”, afirma Tota. 

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Biólogos descobrem novas espécies de cogumelos fosforescentes

Cientistas norte-americanos anunciaram a descoberta de sete novas espécies de cogumelos que brilham no escuro. As espécies foram descobertas em Belize, no Brasil, na República Dominicana, na Jamaica, no Japão, na Malásia e em Porto Rico.

Os cogumelos são estruturas visíveis a olho nu, que são produzidas por algumas espécies de fungos durante a reprodução sexuada. Sua função é similar a dos frutos (produção, proteção e dispersão dos esporos reprodutivos).

Segundo o site da revista Wired, quatro das espécies são completamente novas para os cientistas, e três espécies previamente descobertas foram identificadas como fosforescentes.

Todas as sete espécies, assim como a maioria das 64 espécies de cogumelos fosforescentes anteriormente conhecidas, são da família Mycena.

"O que nos interessa é que na Mycena, as espécies fosforescentes vem de 16 diferentes linhagens, o que sugere que a fosforescência se desenvolveu em um ponto único e algumas espécies perderam, mais tarde, a habilidade de brilhar", disse o biólogo Dennis Desjardin, da Universidade Estadual de San Francisco, que conduziu o estudo publicado na segunda-feira (5), na revista "Mycologia".

As novas descobertas devem ajudar os cientistas a entender quando, como e por que cogumelos tinham a capacidade de brilhar. Desjardin suspeita que a fosforescência pode atrair animais noturnos, que ajudam os cogumelos a espalhar esporas reprodutivas.

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Comércio ilegal ultrapassa catalogação de espécies

Pesquisadores da Universidade de São Paulo e do Instituto Butantan catalogaram duas novas espécies de aranhas caranguejeira exclusivas da Mata Atlântica. Antes de serem registradas, porém, os autores encontraram exemplares em comércio ilegal na Europa, desde 2006.
A Avicularia sooretama, coletada no Espírito Santo, e a Avicularia gamba, do sul da Bahia, fazem parte de um estudo de classificação de espécie, recentemente divulgado pela revista Zootaxa. Uma terceira espécie da Mata Atlântica também faz parte da pesquisa, a Avicularia diversepes, mesmo conhecida, recebeu uma nova descrição, mais detalhada do que a original de 1842.
Segundo os pesquisadores, poucos biólogos se dedicam na catalogação das espécies de caranguejeiras, pois elas são muito parecidas. Tão parecidas que, para a surpresa dos autores, as espécies não-catalogadas já eram produto de comércio ilegal no exterior. “Levamos um susto, porque enquanto estávamos escrevendo o artigo recebemos um e-mail com fotos que comprovavam a existência do comércio desses animais na Europa”, comentou à Agência FAPESP Rogério Bertani, um dos autores da publicação. O espanto era evidente pois se tratavam de espécies de difícil acesso no Brasil sendo comercializadas em oito países no exterior.
Com as espécies devidamente registradas, os autores pretendem propor aos órgãos de fiscalização nacionais a adequação das aranhas na categoria de ameaçadas de extinção.
 

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aranha vegetariana



Há aproximadamente 40.000 espécies de aranhas no mundo e os cientistas achavam que todas elas eram estritamente predadoras, alimentando-se de insetos e outros animais.
Mas não a Bagheera kiplingi, uma aranha saltadora nativa da América Central. A aranha vegetariana é chegada numa dieta mais saudável e alimenta-se predominantemente de vegetais.
Com a velha mania de atribuir sentimentos humanos aos deuses animais, os cientistas já chamaram a verdinha de nada menos do que "trapaceira." Só porque ela mora naquelas acácias conhecidas pelo mutualismo com uma espécie de formigas - as formigas protegem a planta contra herbívoros que possam querer devorá-la e, em troca, a planta oferece abrigo às formigas.
Só que ninguém contava com a astúcia da Bagheera kiplingi, que bota qualquer formiga pra correr e se alimenta bem sossegada do néctar da acácia.

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harpia


Oi vou fala um pouco de um bicho que para mim tinha que ser simpolo do Brasil que e a Harpia la vai


Na mitologia grega, as harpias, criaturas com o corpo de ave e cabeça de mulher, eram as mensageiras dos deuses. Elas desciam à Terra para castigar os mortais que tivessem cometido crimes graves.

Na natureza, a Harpia harpyja é a imponente ave de rapina da América do Sul. É uma das mais raras espécies de aves da fauna latino-americana.

Para os povos indígenas da região amazônica, a harpia é a "mãe de todos os pássaros", reverenciada como o espírito mais intrépido das florestas.

Bico e garras da harpia


Todas as aves da família Accipitridae, à qual as harpias pertencem, têm o bico robusto e desenhado para rasgar a carne de suas presas. O das harpias é o mais forte de todos. Suas garras podem medir até 7 cm - e são maiores que as de um urso pardo norte-americano.

Com essas garras, aliadas à sua força, essa ave é capaz de arrancar um bicho-preguiça, o Bradypus tridactylus de uma árvore, sem interromper seu vôo - segundo o ornitólogo e agrônomo Paulo Boute.

O que a harpia come?

Ela se alimenta de serpentes e de mamíferos de médio e pequeno porte, como filhotes de veado, tatus, cotias e macacos, como o bugio - Alouatta guariba.

Ao redor do pescoço, as harpias têm um colar de penas negras e suas cabeças são adornadas com um cocar cinza, do qual surgem dois conjuntos de penas maiores, que lembram chifres. O cinza das rêmiges e rectrizes, penas das asas e da cauda, respectivamente, contrasta com as penas brancas que recobrem o peito desse animal.

Um casal para toda a vida

Os casais de harpias ficam juntos durante toda a vida e seu período de reprodução vai de setembro a novembro. Geralmente, quando a fêmea sai para caçar, o macho vigia o ninho.

A fêmea de Harpia harpyja pode medir até 90 cm de altura, 2 m de envergadura de asa, e pesar mais de 9 kg, se a ave for fêmea.

Os machos são um pouco menores, com 60 cm de altura e 7,5 kg. As fêmeas são maiores para que possam levar o alimento até seu filhote, bem como para defendê-lo.

Um filhote a cada dois anos

As harpias produzem até dois ovos, a cada dois anos. Porém, apenas um filhote sobrevive. O período de incubação dura 56 dias. As fêmeas constroem seus ninhos com pequenos galhos e forram-no com as penas de seu corpo, para que o filhote se mantenha aquecido e não gaste energia. Elas usam sempre o mesmo ninho para dar cria e, quando necessário, elas o reformam.

Nove meses após o nascimento, o filhote treina seus primeiros vôos. Mas só depois de quatro anos adquire sua plumagem definitiva para, aos cinco anos, ficar independente. Durante os primeiros anos de vida, a mãe encarrega-se de alimentar sua cria. Depois, o filhote aprende as técnicas de caça ao observar a mãe em ação.

Harpias ameaçadas de extinção

O habitatda harpia estendia-se do sul do Brasil até o Estado de Chiapras, no México. Atualmente, há registros de apenas alguns exemplares de na Amazônia. Harpias estão ameaçadas de extinção e seu único predador é o ser humano.

Contribuem para isso a devastação das florestas, além da lenda sobre harpias roubarem e matarem bebês. Essa crença infundada serve para justificar sua caça indiscriminada. Outro problema é que por ser uma espécie em extinção, sua presença atrai observadores de todo o mundo, o que estressa e prejudica esses animais.

Além disso, quanto mais rara uma espécie se torna, mais alto é o seu valor comercial, e aumenta a caça ilegal - o que colabora para o extermínio de espécies como a da Harpia harpyja.

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Um anfíbio cada vez mais raro em Portugal

Um anfíbio cada vez mais raro em Portugal

Ameaça. A drenagem de pântanos e pauis, para a agricultura, e a poluição de pequenas ribeiras e lagoas estão a fazer diminuir rapidamente o número de tritões-palmados, alerta o ecologista Vasco Cruz, que está a realizar um trabalho de conservação de anfíbios e répteis

O futuro dos anfíbios é de catástrofe - 40% das espécies correm risco de extinção. O tritão-palmado encontra-se nesta estatística negra. Apesar de não estar ainda muito ameaçado, as rápidas alterações climáticas, a destruição de habitats e a poluição das águas onde habita estão a fazer diminuir rapidamente o seu número.

O tritão-palma- do (Triturus helveticus), que deve o nome às membranas interdigitais que desenvolve durante o período de reprodução, nos meses de Novembro. Escolhe essencialmente áreas húmidas, com algumas massas de água, como pântanos e pauis, pequenos ribeiros e lagos onde a água corre pouco. "A destruição destas zonas - por exemplo, através da drenagem para criar terrenos agrícolas - é uma das principais ameaças", diz Vasco Cruz, ecologista, que está, neste momento, a fazer um trabalho de conservação de anfíbios e répteis em Portugal.

A introdução de espécies exóticas no habitat dos tritões veio agravar a situação. "Pequenos peixes vermelhos, ou laranjas, chamados pimpões, alimentam-se dos ovos dos tritões, salamandras ou sapos", explica o ecologista.

Nos meses que passam na água, são activos durante todo o dia; na sua fase terrestre, em que habi-tam debaixo de pedras ou troncos, são vistos apenas à noite. "Saem somente para se alimentar e durante o dia ficam protegidos. Como são anfíbios, têm a pele húmida e não podem apanhar sol, por isso mantêm-se escondidos."

São animais que vivem em média 12 anos e demoram três anos a atingir a maturidade sexual. Quando os ovos eclodem, cerca de 15 dias depois da fecundação, nascem pequenas larvas que ficam na água entre quatro a cinco meses.

O seu tempo de desenvolvimento depende da abundância de comida e da temperatura da água, que influencia a quantidade de oxigénio. "A larva pode ficar pronta a sair da água em apenas um ou dois meses ; mas se a água for fria e houver quantidade de comida em abundância, pode viver dentro de água quase até Novembro."

No fim da fase larvar, o tritão-palmado perde as brânquias e passa a ter uma respiração pulmonar. "É a sua última transformação e a mudança de larva para juvenil. Torna--se então um tritão-palmado em miniatura, com somente dois centímetros", explica Vasco Cruz.

O tritão-palmado é uma das espécies de maior distribuição no mundo, mas em Portugal existe em número reduzido. Não se sabe ao certo quantos. No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal surge como "uma espécie insuficientemente conhecida". Pode ser observada no Noroeste português, nomeadamente na serra da Lousã, e do litoral do Mindelo para norte, até ao Gerês. Não se encontra em mais lado nenhum de Portugal, e, das três espécies que existem no País, é o mais raro.

Mas apesar de pouco conhecido, o tritão-palmado tem um papel importante na natureza. Na Galiza, por exemplo, chamam-lhe limpa fuentes, porque se sabe que onde esta espécie habita a água é sempre limpa. "Para além de bons bioindicadores, comem uma série de insectos e as larvas também se alimentam de detritos".

Apesar disso, em Portugal pouco ou nada está a ser feito no sentido de preservar a espécie. Uma das raras excepções é a Associação de Amigos do Mindelo, que recentemente tem feito um esforço no sentido de proteger as espécies de anfíbios e répteis que ali habitam.

"É realmente urgente tomar medidas para preservas os anfíbios, porque as alterações climáticas, associadas à destruição da natureza pela mão do homem, podem forçar uma rápida extinção de muitas espécies", conclui Vasco Cruz.

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Planeta tem 17 mil espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção

O planeta tem cerca de 17 mil espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção, revelou hoje a UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza), através da sua Lista Vermelha. Nos últimos 500 anos já se extinguiram 869 espécies.

Actualmente estão ameaçadas de extinção pelo menos 16.928 espécies, incluindo um terço dos anfíbios, mais de um em cada oito espécies de aves e cerca de um quarto dos mamíferos. Por comparação, a Lista Vermelha de 2004 mostrava 784 extinções desde 1500.

“Isto permite-nos chegar à conclusão que a vida selvagem está em perigo. A extensão do risco de extinção varia consoante os diferentes grupos de espécies”, escrevem os autores do relatório.

Em Portugal há 159 espécies ameaçadas, a maioria moluscos (67 espécies), mas também mamíferos (onze), aves (oito), peixes (38), plantas (16), invertebrados (16), répteis (dois) e anfíbios (uma).

A UICN acredita que a comunidade internacional não conseguirá cumprir a meta de travar a extinção das espécies até 2010, um compromisso feito por vários Governos em 2002.

No entanto, esta é uma lista que está longe ser completa. A organização estima que abranja apenas 2,7 por cento das espécies descritas.

O número de extinções é uma “estimativa por baixo mas dá-nos uma útil ferramenta para compreender o que está a acontecer a todas as formas de vida na Terra”, comentaram os autores do estudo.

Actualmente, as alterações climáticas não são a maior ameaça à biodiversidade do planeta. Mas isso pode mudar, avança o relatório. Ao analisar 17 mil espécies de aves, anfíbios e recifes de coral, a UICN identificou uma proporção significativa de espécies que são muito vulneráveis às alterações climáticas e que ainda não estão ameaçadas. Deste grupo fazem parte 30 por cento das aves, 51 por cento dos corais e 41 por cento dos anfíbios.

Baseada em informação relativa a 2008, a UICN estabeleceu agora uma ligação entre a crise financeira e a crise ambiental, explicou o responsável por este estudo, Jean-Christophe Vie.

“Não queremos escolher entre natureza e economia; apenas queremos que a natureza esteja ao mesmo nível quando chega o momento de tomar decisões”, comentou. “Os postos de trabalho são importantes mas não devem ser criados em detrimento da natureza”.

A situação da biodiversidade “é muito mais grave do que a crise económica ou dos bancos”, comentou Vie. “Pode perder-se uma indústria mas também se pode reconstruí-la. Na natureza, se perdermos uma espécie, perdemo-la para sempre. Nunca mais poderemos recuperar esse capital”.

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Anfíbios, insetos e réptil são descobertos no Equador

Diversas espécies, muitas inéditas no campo científico, foram descobertas nas florestas da Cordilheira do Condor. No total, foram encontrados quatro anfíbios, um réptil e sete insetos, incluindo uma salamandra de olhos esbugalhados e um pequeno e venenoso sapinho-ponta-de-flecha, do gênero Dendrobates.

As novas espécies foram descobertas durante um Programa de Avaliação Rápida (RAP, na sigla em inglês) da ONG Conservação Internacional (CI) nas florestas da Cordilheira do Condor, perto da fronteira com o Peru.

Além das espécies provavelmente novas para a ciência, a equipe também encontrou animais raros, como uma perereca-de-vidro, uma população saudável de sapos arlequins do gênero Atelopus, insetos da família Tettigoniidae e várias espécies de anfíbios e mamíferos nunca registrados no Equador.


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